Análise: Reforços se salvam em atuações fracas do Campinense

Foto: Samy Oliveira/ Campinense Clube

Apesar de estar no G4 do Grupo A3 do Campeonato Brasileiro da Série D, a fase do Campinense não é das melhores. Na última rodada, a Raposa perdeu para o Floreste por 2 a 1, de virada. Um dos poucos pontos positivos na equipe comandada por Hélio Cabral tem sido as boas atuações dos reforços que vieram do Treze: Bruno Menezes e Matheus Régis.

Dispensados do Galo da Borborema há cerca de duas semanas, o volante e o atacante se adaptaram rapidamente ao Rubro-Negro de Campina Grande e vêm sendo as esperanças da torcida nos jogos.

Bruno Menezes

Primeiramente, vamos falar sobre Bruno Menezes. O talentoso meio-campista começou a temporada de 2020 no Sousa. Depois, após se destacar no Campeonato Paraibano, partiu para o River-PI, onde não atuou e rescindiu com o clube para fechar com o Botafogo-PB. Por causa da crise política, o Belo desistiu da contratação de última hora e o volante foi parar no rival Treze.

No Galo, Bruno entrou em campo apenas três vezes e rapidamente foi dispensado após uma reformulação na gestão de futebol do time alvinegro. Foi aí que o jogador chegou ao Renatão para atuar pelo Campinense.

Sua estreia foi diante do Atlético de Cajazeiras, no dia 31 de outubro, no estádio Amigão. Na ocasião, Bruno Menezes entrou como titular, atuando como primeiro volante. O grande mérito do jogador foi ter melhorado a saída de bola do time, mesmo com a marcação alta do adversário.

Além da qualidade no passe, os bons lançamentos de Bruno foram bastante utilizados. Foi assim, inclusive, que saiu o gol da vitória da Raposa. Bruno fez o lançamento para Matheus Régis, que tocou para Rafael Ibiapino apenas empurrar para o gol. Confira abaixo o lance no painel tático.

Em sua segunda partida, o posicionamento se manteve. Dessa vez, o Rubro-Negro visitou o Floresta, no dia 7 de novembro. Bruno Menezes foi novamente o responsável por fazer a saída de bola do Campinense ao lado dos zagueiros e dos laterais. A única alteração ficou por conta da sua dupla no meio-campo, dessa vez atuando ao lado de Breno, jogador mais marcador.

Em ambos os jogos o volante foi igualmente importante tanto na saída de bola, quanto na criação de jogadas, principalmente na utilização de lançamentos longos. Na derrota para o Floresta, por 2 a 1, o gol da Raposa saiu mais uma vez com participação dos reforços vindos do Treze.

Matheus Régis

A trajetória de Matheus Régis em 2020 é relativamente parecida com a de Bruno Menezes. Após se destacar no Campeonato Paraibano pelo CSP, o atacante foi contratado pelo Treze para servir de opção na Série C. Entretanto, chegou a jogar apenas 35 minutos – em dois jogos – pelo Galo da Borborema. Após isso, permaneceu em Campina Grande para defender o rival Campinense.

O atacante de apenas 21 anos estreou contra o Atlético de Cajazeiras, assim como Bruno. Porém, ele começou no banco de reservas e foi escolhido pelo treinador Hélio Cabral para entrar logo no início do segundo tempo, atuando pelo lado direito do ataque.

Nos 57 minutos em que esteve em campo, Matheus fez um verdadeiro estardalhaço na defesa atleticana. Além da assistência para o gol de Ibiapino, como mostramos no vídeo acima, finalizou com perigo, mandou bola na trave e infernizou a vida do lateral esquerdo Davi, do Trovão Azul.

Com o bom desempenho, foi escolhido pelo treinador para iniciar entre os titulares contra o Floresta, na derrota por 2 a 1. Novamente atuou pela faixa direita do campo, mas, neste caso, com mais obrigações defensivas.

No lance do gol raposeiro, marcado pelo próprio Matheus Régis, a jogada da partida anterior se repetiu. Bruno Menezes viu Matheus livre e lançou para o atacante que, agora, estava pela faixa esquerda do campo.

No futebol atual, os treinadores sempre buscam criar situações em que seu time tenha vantagem numérica ou qualitativa. Nessa ocasião, quando Matheus recebeu em velocidade e ficou no mano a mano com o marcador, a vantagem do Campinense não é numérica, mas qualitativa, pois o atacante é bastante habilidoso e a tendência é que ele consiga efetuar o drible e cruzar ou finalizar.

O Campinense subiu de patamar após as chegadas dos dois reforços ex-Treze. O grande problema é a dependência do time nesses dois jogadores. A saída de bola, se não passar pelos pés de Bruno Menezes, fica comprometida, muitas vezes sendo necessário utilizar o chutão. Já no ataque, com desempenhos fracos de Rafael Ibiapino, a equipe necessita da individualidade de Matheus.

Nesta semana, Hélio Cabral ganhou mais uma opção vindo do Treze. O atacante Frontini vem para disputar posição com Fábio Júnior e Jobson na referência do ataque. Mesmo com um péssimo desempenho em 2020 pelo Galo, quem sabe Frontini possa ser o ‘homem-gol’ do time. Por enquanto, o que temos é um grupo muito dependente de alguns atletas.

Equipe @Vozdatorcida