Chapa de oposição do Campinense comemora despacho e desfaz troca

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Não se completaram 24 horas da decisão da troca de candidatos na chapa “Um Novo Tempo”, que representa a oposição nas eleições do Campinense, e o grupo voltou atrás.

Se ontem, em entrevista coletiva, o empresário Carlos Gonzaga anunciou sua desistência do pleito, alçando o então postulante a vice-presidente, Erivaldo Ferreira, à condição de candidato a mandatário da Raposa, na tarde desta quarta-feira os oposicionistas comemoram o que consideram mais uma vitória na Justiça para desfazer a troca.

Baseados num despacho do desembargador Tércio Chaves de Moura, da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), os integrantes da oposição rubro-negra anunciaram através da assessoria de imprensa da chapa que Gonzaga voltou a ser o candidato a presidente nas eleições marcadas para o dia 3 de dezembro.

Parece estranho, mas a decisão de segundo grau no âmbito do TJ-PB tem gerado interpretações distintas entre as partes envolvidas nesse conturbado processo eleitoral raposeiro.

Se por um lado os advogados da oposição comemoraram a decisão, e consequentemente restabeleceram a formação inicial da chapa “Um Novo Tempo”, do outro, o corpo jurídico da situação, que tem o presidente William Simões como candidato à reeleição, mostra-se tranquilo em relação ao novo parecer da Justiça.

É que os juristas da chapa situacionista “A Força do Trabalho” consideram que o desembargador Tércio Chaves, no Agravo de Instrumento nº 0806058-02.2017.8.15.0000, impetrado na semana passada pelo clube e divulgado nesta quarta, apenas manteve o primeiro entendimento da juíza Audrey Kramy Araruna Gonçalves, titular da 4ª Vara Cível de Campina Grande.

Acontece que, no início dessa semana, a magistrada reformou sua própria decisão, acatando as alegações do Campinense de que Carlos Gonzaga não teria como ser sócio do clube, estando assim impedido de participar das eleições.

Os advogados da chapa de William Simões, então, entendem que, assim como se manifestou sobre a tentativa de agravo do clube à primeira decisão da juíza, o desembargador vai concordar com a reforma da liminar por pare da magistrada, tornando o empresário oposicionista inapto para o pleito.

Equipe @Vozdatorcida