Clubes se preocupam com finanças após suspensão do Gol de Placa

Foto: Vitor Oliveira/ Voz da Torcida

Todo clube de futebol profissional inicia a temporada com desafios e objetivos a serem conquistados dentro de campo. Mas, antes de traçá-los, os dirigentes fazem o planejamento de todo o ano. E tudo gira em volta de quanto se pode gastar.

Nos últimos anos, o Programa Gol de Placa, do Governo do Estado, que vem sendo a principal fonte de renda da maioria dos clubes paraibanos, foi alvo de uma investigação do Jornal Folha de São Paulo, que questionou supostas fraudes cometidas pelas equipes. O programa incentiva o torcedor a pedir a nota fiscal em estabelecimentos e, em contrapartida, troca esses cupons, por ingressos para os jogos dos campeonatos que essas equipes disputam.

No último sábado (26), o Governo do Estado publicou no Diário Oficial do Estado (DOE), a suspensão do Gol de Placa e também do repasse dos valores arrecadados para os clubes. Esse ato trouxe o assunto à tona no meio futebolístico do estado, preocupando os dirigentes dos clubes que são beneficiários do programa.

Consultando alguns dirigentes de alguns dos clubes que recebem o apoio financeiro do Programa, uma afirmação é dita por todos eles: o programa é fundamental para as despesas ao longo da temporada.

Para o presidente em exercício do Sousa, Danilo Cazé, o Programa é importantíssimo para os clubes, pois há muita dificuldade em conseguir outros patrocinadores, então o Gol de Placa se torna uma das principais fontes financeiras, principalmente daqueles que não disputam competições no segundo semestre.

– É um Programa de suma importância para a saúde financeira dos clubes. Sempre encontramos dificuldade em conseguir patrocínios, então o Gol de Placa nos ajuda bastante. Essa suspensão nos prejudica mais ainda, pois fazemos o planejamento e esse dinheiro já fazia parte do nosso orçamento anual – disse Danilo Cazé.

Já o presidente do Treze, Walter Júnior, falou que o clube, caso não receba a verba do Gol de Placa, vai buscar outros meios de se manter financeiramente ao longo desta temporada.

– É importante, claro. É uma ajuda substancial. Vai fazer falta sim ao Treze, é um valor que iríamos receber e agora, momentaneamente, deixaremos de receber. Mas nem por isso vamos baixar a cabeça. Se o Gol de Placa não vier, vamos buscar outras formas de seguirmos os trabalhos de forma plena – afirmou.

Por outro lado, o presidente do Botafogo-PB, Sérgio Meira, falou em relação ao torcedor mais carente, que necessita do Programa Gol de Placa para acompanhar seu clube do coração nas partidas oficiais. Ele está otimista com o retorno do programa já para a partida do próximo sábado (02), contra o Fortaleza-CE, no Estádio Almeidão.

– O Programa Gol de placa é o principal patrocinador dos clubes que participam da primeira divisão do Campeonato Paraibano. O Botafogo-PB tem cumprido as normas estabelecidas na lei e aguarda as orientações da Sejel para dar prosseguimento na troca de cupons por ingressos já para o jogo do próximo sábado, contra o Fortaleza – pontuou o dirigente do Belo.

Segundo o secretário José Marco, a Sejel solicitou aos clubes o repasse de documentações da troca de ingressos referentes aos últimos cinco anos. Com esses documentos, será feita uma auditoria para analisar se algum clube fraudou o programa.

A expectativa do secretário é que o novo sistema entre em funcionamento a partir do dia 2 de fevereiro, retomando a troca de ingressos.

Equipe @Vozdatorcida com Correio da Paraíba

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