Omissão da FPF era motivo dos poucos processos no TJDF-PB

Foto: Rafael Passos / Jornal Correio da Paraíba

Com um futebol recheado de fatos dentro e fora de campo sempre foi, no mínimo estranho, o Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba não ter um considerável número de ações sendo julgadas pelo órgão.

Em uma interceptação telefônica a que o jornal Correio da Paraíba teve acesso, o presidente Lionaldo Santos e o procurador Marinaldo Barros, membros do TJDF-PB, deixaram evidente que a baixa movimentação se dá por causa da omissão da Federação Paraibana de Futebol FPF em relação ao produto mais importante que é gerenciado por ela própria: o Campeonato Paraibano.

Marinaldo comenta sobre a repercussão das notícias sobre o suposto esquema de manipulação de resultados no futebol da Paraíba. Depois, ele e Lionaldo passam a falar que se o órgão não se manifestar sobre o assunto “ficará feio para o Tribunal”.

A entrada neste tema foi a oportunidade que Lionaldo teve para relatar a postura omissa que a FPF tem em relação ao futebol paraibano. O presidente cita um diálogo com Araújo, que se trata de José Araújo da Penha, integrante do departamento técnico da Federação.

– Depois eu comecei a entender certas coisas, sabe? Meu amigo, se eu for contar quantas vezes eu ligava até para Araújo. ‘Araújo, tem processo aí não?’, quer dizer, o árbitro não botava na súmula. Agora, não botava por que, né? Aí as pessoas, às vezes, ficavam perguntando, principalmente jornalistas, ‘não tem processo para julgar não?’, aí eu sempre dizia: ‘no Tribunal não… Ele tem que ser provocado. A Federação tem obrigação (…) de mandar processo, ou então os interessados que se manifestem – disse Lionaldo.

Na conversa, o jurista lembra do episódio envolvendo o árbitro carioca Wagner do Nascimento Magalhães, que no jogo entre Treze e Botafogo-PB deixou de relatar uma confusão envolvendo torcedores do Galo da Borborema. Ele foi julgado e acabou sendo suspenso pelo TJDF-PB por 30 dias, além do Treze, que foi condenado à perda de quatro mandos de campo, que devem ser cumpridos no Estadual do próximo ano.

Ainda na ligação interceptada, Lionaldo afirma que o cenário da falta de processos na pauta do TJDF-PB proporciona uma imagem de cumplicidade do órgão para com a FPF.

– Dá a entender que a gente está conivente. Como é que está conivente com uma coisa que nem tem o documento? – questionou.

Equipe @Vozdatorcida com Raniery Soares/Correio da Paraíba

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