Dispensado sem jogar, volante diz que irá acionar o Campinense na Justiça

Foto: Samy Oliveira/ Campinense Clube

Pedro Maycon, Rodrigo Dias, Juiano, Wagner Querino, Rômulo, Pedro Cobel, Wellington Lima, Alex Travassos, Thauan, Caio Breno, Alaor, Breno, Reinaldo Alagoano e o técnico Ruy Scarpino. Foram 14 chegadas ao Campinense para o retorno do futebol na Paraíba, mas o clima está longe de ser de otimismo e esperança de dias melhores no rubro-negro, ao menos administrativamente.

Apesar dessas chegadas, as partidas do técnico Oliveira Canindé e do goleiro Adilson Júnior já mostraram que a situação financeira do clube não é boa.

Com o treinador campeão do Nordeste em 2013 pela Raposa, um mês de salário atrasado e a falta de condições de mantê-lo na sequência da temporada foram as razões para a saída, que foi amigável, como o agora ex-comandante revelou na Live do VT.

A situação do goleiro Adilson Júnior, que vinha sendo titular da equipe, entretanto, não teve contornos tranquilos. Ao Voz da Torcida, o arqueiro disse ter sido dispensado por telefone das atividades por não interessar mais ao clube. Entretanto, a liberação seria negociada depois, apenas no mês de julho, deixando assim o atleta sem salários e sem permissão para negociar com outra equipe neste período.

O zagueiro Vitão foi liberado e acertou com a Ferroviária-CE. Apesar de declarações e oficialmente a rescisão ter sido acertada de forma amigável, o clube retardou sua documentação após a negociação ser divulgada pelo GloboEsporte.com/pb, buscando alguma compensação financeira.

E na terça-feira (30), mais uma saída repercute negativamente no Renatão. Anunciado em março como contratação pelo Campinense, o volante Bruno Rodrigues, de 24 anos, nem chegou a jogar pelo time devido a parada forçada por conta da pandemia do coronavírus. Em suas redes sociais, o jogador informou que havia sido dispensado e não gostou nem um pouco da forma que a situação foi tratada.

– É por isso que falo que futebol é um esporte sujo! Antes da pandemia joguei o Campeonato Paranaense pelo Cascavel, onde fiz alguns bons jogos e o Campinense (clube de camisa no Nordeste), despertou o interesse em contar comigo. Sem pensar duas vezes, fiz minha rescisão e me mandaram o pré-contrato para assinar. Assinei e viajei. Cheguei, treinei com o grupo entre os titulares e já iria começar a jogar, mas por conta da pandemia, tivemos que voltar para casa para zelar a saúde – disse.

Bruno Rodrigues continuou o desabafado dando detalhes da nova forma de gestão do clube, que tem agora Marcos Paiva, ex-Gama-DF, como diretor de futebol. A situação relatada por Adilson Júnior foi reafirmada pelo volante.

– Nesse meio tempo de pandemia, uma empresa assumiu o clube e mandou vários jogadores embora sem nem ter conhecimento e por telefone! Até minhas chuteiras estão lá. Isso é correto? Não, mas não posso parar minha correria por conta de pessoas. E, para encerrar esse assunto, não faço mais parte do Campinense. (…) Vou colocar na justiça sim – esbravejou.

Procurada desde a noite de ontem, a direção do Campinense não respondeu aos questionamentos até o encerramento da reportagem.

Em Live do VT no dia 7 de maio, o presidente Paulo Gervany apontou uma dívida de cerca de R$ 20 milhões no Campinense, revelada após auditoria realizada no clube no início de sua gestão.

A Raposa segue testando seus jogadores e se preparando para a volta do Campeonato Paraibano, marcada para 18 de julho, no clássico contra o Botafogo-PB, em João Pessoa, em meio ao aumento do número de casos de contaminações e mortos por coronavírus.

Entre segunda e terça desta semana, a Paraíba registrou 1900 infectados e 46 óbitos em decorrência do Covid-19. No domingo (28), Eduardo Araújo, dirigente do São Paulo Crystal, engrossou a lista de vítimas da doença no estado, que irá chegar ao número de 1000 ainda nesta semana.

Equipe @Vozdatorcida