Técnico do Botafogo-PB fala sobre pressão psicológica pelo acesso

Foto: Nádya Araújo/ Botafogo-PB

Na última segunda-feira (30), o comandante botafoguense para mais uma temporada, Evaristo Piza, participou do Debate Voz da Torcida, no estúdio da Nova Correio AM. Uma excelente oportunidade para esclarecer as questões levantadas tanto pela equipe do portal, quanto dos torcedores que acompanhavam a sabatina.

Na reta final da transmissão, o treinador foi questionado pela mesa a respeito dos erros de arbitragem que prejudicaram a equipe na disputa da Série C em 2019. Evaristo listou algumas oportunidades nas quais o Belo foi prejudicado pelos trios de arbitragem, e não poupou críticas à atuação de Leandro Vuaden (RS), e seus assistentes, no Clássico Tradição, na última rodada da primeira fase. 

– (O Vuaden) Estava com vontade de dar um pênalti, como ele tava com vontade. Em doze minutos, em um clássico, ele dá dois pênaltis, estava com muita vontade. Ele poderia ter dado o pênalti do Dico ou não. Ele poderia ter dado no encontro do Neílson com o Dija Baiano ou não, tanto que o Dija acerta o voleio e o Saulo fez a defesa. Se fosse uma carga excessiva, ele não conseguiria a finalização. Ali ele já estava correndo no sentido contrário, de repente voltou e deu o pênalti. Nitidamente ele estava longe, do outro lado. Antes disso, teve a bola que entrou e gerou o segundo pênalti. E teve o gol do Lula, que não estava impedido. Marcos Aurélio bateu a falta e o Lula (que aproveitou rebote de Mauro Iguatu) não estava impedido. Faríamos 3 a 2 e estaríamos classificados – finalizou.

Quando questionada a sua opinião sobre o uso do VAR, o técnico lamentou a sua não utilização no jogo de volta da final da Copa do Nordeste, em lance sobre Marcos Vinicius, mas atribui as confusões em relação ao seu uso aos árbitros, que não tem um padrão para a tomada de decisões.

Pressão e acompanhamento psicológico profissional 

Outro ponto levantado pela a equipe do Voz da Torcida foi sobre a pressão vivida pela equipe na temporada, e como um acompanhamento psicológico poderia ser utilizado pela comissão técnica.

Evaristo compreendeu que o peso excessivo pelo acesso, depois de vários anos na disputa da Série C, têm contribuído, mas coloca a campanha no Nordestão como um fator a mais nessa conta.

– Na questão dessa pressão, acho que põe bastante carga no acesso. A Copa do Nordeste não era obrigação, passou invicto e fez a final invicto, em um campeonato tão pesado quanto a Série C. Só que o jogador entra em campo e as críticas, se classificar, são boas, se não classificar, a Série C é obrigação, então temos que tentar blindar isso. Eu converso direto com o pessoal do marketing, eu sei que isso é uma ambição muito grande, mas o jogador sente – analisou.

Já sobre a adesão de um profissional para realizar acompanhamento com a equipe, Piza citou que houve um trabalho de coach esportivo durante o ano de 2018, mas colocou a questão econômica como um entrave.

– Eu tive o Gonçalo comigo na minha chegada em 2018, momentos após o jogo contra o Santa Cruz, um acompanhamento semanal e em dia de jogo, que é um coach esportivo, um grande trabalho, me ajudou bastante. Acho que se ele iniciar um trabalho junto seria interessante, só que isso tem custos, não sei se cabe no orçamento, mas me agrada, e essa pessoa tem que ser alguém que você conhece e confia. Não adianta pegar um psicólogo completamente diferente de uma linha que não vai trazer situações positivas, não vai agregar – concluiu.

Equipe @Vozdatorcida