Justiça nega recurso para Willian Simões voltar à presidência do Campinense

Foto: Divulgação/ Campinense Clube

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), através da Câmara Criminal, manteve nesta quinta-feira (06) o afastamento do empresário William Simões do cargo de presidente do Campinense Clube.

A defesa do ex-mandatário rubro-negro tentou, por meio de um habeas corpus (HC), fazer com que o dirigente retomasse o posto até que o processo da Operação Cartola tivesse o mérito julgado.

As demais medidas cautelares aplicadas pela juíza Andréa Galdino, da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, todas referentes às investigações realizadas pelo Ministério Público da Paraíba e pela Polícia Civil, também foram mantidas.

Contra William e outros dirigentes do futebol paraibano pesa a denúncia de formação de um esquema para manipulação de resultados principalmente durante a disputa do Campeonato Paraibano deste ano.

O HC impetrado pela defesa do dirigente foi analisado pelo desembargador Ricardo Vital, que observou que, mesmo o afastamento do cargo não afetando diretamente a liberdade de locomoção de William Simões, a medida pode ser interposta como alternativa à prisão preventiva do acusado, e o seu descumprimento poderia ser determinante para a prisão do ex-presidente raposeiro.

Entre as medidas cautelares impostas pela Justiça aos réus da Operação Cartola estão o comparecimento uma vez por mês no Cartório Judicial da Vara; proibição de se ausentar da Comarca onde reside sem autorização judicial; recolhimento domiciliar das 21h às 5h; proibição de acesso ou frequência às entidades desportivas paraibanas – Federação Paraibana de Futebol (FPF), Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol (TJDF) e Comissão Estadual de árbitros de Futebol (CEAF), bem como a proibição de frequentar quaisquer eventos esportivos atrelados ao futebol paraibano; proibição de manter contato com as testemunhas e investigados ou denunciados no caso, salvo se forem parentes; e a entrega judicial do passaporte.

Equipe @Vozdatorcida