Vice de futebol do Botafogo-PB avalia motivos que impediram acesso

Foto: Ana Flávia Nóbrega

O Botafogo-PB inicia a sua pré-temporada para o ano de 2020 com um objetivo claro na mente da diretoria e da comissão técnica, o acesso para Série B em 2021.

O clube da estrela vermelha vai para o sétimo ano consecutivo disputando a Série C, e em duas oportunidades, 2016 e 2018, bateu na trave, sendo derrotado com gols nos minutos finais dos confrontos decisivos pelo acesso.

O vice de futebol, Ariano Wanderley, que volta a integrar o corpo diretivo do clube pessoense, em entrevista ao Portal Voz da Torcida, conversou sobre os erros, na sua avaliação, da montagem do elenco nos anos anteriores, e sobre como pretende corrigir esses pontos para a temporada que se aproxima.

– Em 2013 eu participei ativamente da nossa campanha, em 2014 eu me afastei para trabalhar na FPF. De lá pra cá não participei da montagem dos elencos, sabia, tinha conhecimento de tudo, conversava com as pessoas que estavam montando o elenco, concordei com muita coisa, discordei de outras. Ninguém é obrigado a concordar com tudo, nem discordar de tudo. Hoje eu estou tentando, junto com um grupo, não estou só, outra pessoas estão envolvidas, ouvindo o maior número de pessoas possível para que possamos definir essa situação – informou.

Uma forte característica do trabalho do técnico Evaristo Piza é de um time que propõe o jogo, fica com a bola nos pés e tenta imprimir um ritmo ofensivo contra os adversário. Para o dirigente, será preciso mesclar isso com um time mais físico.

– Os erros que aconteceram foram pequenas falhas, deixamos de subir em 2018 por 30 segundos, não é algo que possamos definir como erro. Alguns entendem que em vez de termos montado um time que jogue mais com a bola no chão, era melhor ter formado um time com mais “pegada”. Estamos tentando fazer as duas coisas, tentar um time de mais pegada, mas também trazer jogadores que sabem jogar – disse.

Se em 2020 o Belo disputará pela sétima vez consecutiva o terceiro nível do futebol nacional, o mesmo número também será obtido em disputas consecutivas da Copa do Nordeste e da Copa do Brasil, um calendário recheado, mais uma vez, para a primeira metade do ano. Para Ariano, outro erro foi de em relação ao tamanho do elenco.

– Esse ano na Copa do Nordeste e no Campeonato Paraibano tivemos muitas dificuldades, porque no final dos campeonatos tínhamos um grande time titular, mas não um elenco. Quando aconteceu uma lesão de um ou de outro, era um desespero para o treinador. Do dia 18 de janeiro, quando começa o paraibano, até o mês de março, nesses dois meses meio, teremos, no mínimo, 18 partidas, fora a Copa do Brasil, então precisamos de um elenco. Será uma média de 8 jogos por mês – ponderou.

Para finalizar, Ariano Wanderley elogiou as opções ofensivas que foram trazidas para dar lugar aos importantes nomes do time titular nas duas últimas temporadas que foram embora.

– Foi preciso complementar o elenco trazendo os meias. Perdemos o Marcos Aurélio, o Clayton, e trouxemos jogadores para substituir. Perdemos atacante, trouxemos dois provisórios que prometem muito, duas grandes promessas, o Lohan, que quando eu cheguei já estava contratado, jogador de ótimo nível, trouxemos o Maikon Aquino, realizamos o retorno do Mário Sérgio, que tenho a impressão de que se ele não tivesse se machucado em 2018 teríamos conquistado o acesso. Fez falta no jogo em Ribeirão Preto pela sua explosão lá na frente – concluiu.

Equipe @Vozdatorcida