Após sofrer novamente na bola parada, Evaristo Piza fala em trabalhar até a exaustão

Foto: Nádya Araújo/ Botafogo-PB

Embalado por um ótimo início de temporada o Botafogo-PB estreou na Série C de 2019, no final da tarde de domingo (28), com um empate por 1 a 1 com o Ferroviário-CE, no estádio Almeidão. As expectativas da torcida eram altas e o resultado adverso frustrou aqueles que esperavam um bom começo da saga em busca do acesso para a Série B. 

Uma das principais armas da equipe para furar o bloqueio adversário, desde a chegada do técnico Evaristo Piza à Maravilha do Contorno, têm sido as bolas paradas. Foi assim que abriu o placar ainda no primeiro tempo, em bola levantada por Fábio Alves que encontrou Nando, em posição irregular, para abrir o marcador. A resposta veio rápida e na mesma moeda. Na cobrança de falta lateral, Edson Cariús subiu sozinho, em uma falha de marcação da defensiva alvinegra, e igualou o placar em João Pessoa. 

Para Evaristo Piza, a sua equipe teve o controle do jogo, mas em mais uma desatenção na bola aérea, acabou sofrendo o empate. 

– Acredito que a equipe teve maior volume de jogo, as maiores ações. Primeiro tempo controlou o jogo. Tomamos um gol de bola parada, uma falta que foi na minha frente, eu achei que não existiu, o assistente que deu a falta, e resultou o gol. Situações que não poderiam ocorrer, trabalhamos bem ali e num descuido o Cariús achou a bola – analisou. 

São situações que não podem ocorrer, mas que têm sido corriqueiras nos últimos jogos da equipe. Dos últimos cinco gols sofridos pelo Belo na temporada, quatro foram de jogadas aéreas em bolas paradas. Dois gols na partida de volta contra o Londrina pela Copa do Brasil, um contra o Nacional de Patos na partida de ida da semifinal do Campeonato Paraibano e ontem contra o Ferrão. 

Questionado sobre os números negativos na defesa, o técnico botafoguense reconheceu o problema e diz que vem sendo trabalhado nos treinamentos. 

– Nós trabalhamos no mínimo 32 bolas (no treinamento), alternando escanteio, faltas laterais, ajustadas e você toma o gol. Estamos trabalhando pra corrigir, às vezes tem o mérito do adversário, da batida, da agressão. Nós fizemos um e tomamos um, temos que corrigir. São quatro gols, dos cinco últimos, e eu tenho que corrigir como? Trabalhando até a exaustão – disse. 

Para o setor, o clube já anunciou o reforço do zagueiro Fred, experiente defensor de 33 anos com passagens por Grêmio e Vitória. O técnico ainda não pode contar com o atleta na partida de ontem, mas adiantou que a sua chegada por si só não irá resolver o problema. 

– A chegada do Fred é mais um jogador no setor, com experiência, bom no jogo aéreo, que tem uma liderança no setor. Mas não é o fato de eu pôr o Fred no jogo que eu vou corrigir isso, é um conjunto, são vários fatores, não é uma questão individual. Eu não tomei o gol porque o Lula falhou, ou porque o Donato falhou, quando toma o gol é o setor, porque marcamos em zona essa bola. Independentemente de quem seja o atleta temos que corrigir o coletivo, não o individual – finalizou. 

O próximo compromisso na agenda do Xerife está marcado para o sábado (4), quando enfrenta a equipe do Sampaio Corrêa-MA, no estádio Castelão em São Luís. A partida é válida pela segunda rodada da competição nacional.