Dirigente do CSP critica CBF e lamenta falta de apoio da Prefeitura da capital

Foto: Hebert Clemente/ Jornal da Paraíba

No dia em que o CSP completou 24 anos de existência, na quarta-feira (08), o técnico e presidente do Conselho Deliberativo do clube, Josivaldo Alves, concedeu uma entrevista exclusiva ao Voz da Torcida, na qual reclamou da falta de apoio financeiro da prefeitura de João Pessoa e criticou a distribuição do auxílio financeiro feita pela Federação Paraibana de Futebol.

Depois de ser campeão da segunda divisão do Campeonato Paraibano em 2010, o CSP teve um impacto imediato na elite do campeonato, sendo vice-campeão em 2011 e campeão da Copa Paraíba em 2012. Entretanto, nos últimos anos o clube tem tido uma drástica queda de rendimento no Paraibano, chegando a quase ser rebaixado em 2019.

Na ocasião, o Tigre da Capital foi rebaixado dentro do campo. Entretanto, permaneceu por conta do tapetão, pois o Esporte de Patos perdeu três pontos graças a escalação irregular do atacante Carlos Caaporã, e acabou indo para a segunda divisão no lugar do CSP.

Para Josivaldo, um dos motivos dessa queda de rendimento é a falta de apoio financeiro da prefeitura de João Pessoa, que não patrocina os clubes desde 2016. Além disso, o Tigre alega não ter recebido o valor da parceira em 2015.

— É uma receita que existia e deixou de existir. Portanto, ela sobrecarregou. Vai lá em Cajazeiras, a prefeitura ajuda. Lá em Sousa, a prefeitura ajuda. Em Campina, a prefeitura ajuda. Em João Pessoa, a prefeitura não ajuda. O Botafogo-PB só está escapando porque está indo bem na Copa do Brasil e no estadual, com a sua torcida comparecendo, além da Copa do Nordeste. Campina Grande contribui e João Pessoa, que é a cidade que mais arrecada, não contribui. E não é por causa de um administrador, é uma realidade. Não é porque eu quero diminuir o prefeito A, B ou C — afirmou.

Com a paralisação do Campeonato Paraibano por causa da pandemia mundial do coronavírus, a CBF decidiu auxiliar financeiramente os clubes da Série C e D, além das equipes da Série A1 e A2 do Brasileirão feminino e as Federações Estaduais. Com isso, a FPF recebeu R$ 120 mil e estabeleceu que enviaria R$ 10 mil para cada participante da primeira divisão do estadual.

Porém, para Josivaldo Alves, essa divisão não foi feita de uma maneira justa, pois os times participantes do Campeonato Brasileiro já receberam auxilio da CBF (Atlético de Cajazeiras, Botafogo-PB, Campinense e Treze). A crítica foi também para a CBF, que não deu apoio aos clubes menores.

— A gente recebe, agradece. Mas a gente entende que dois times da Série C vão receber R$ 200 mil cada um. Dois times da Série D vão receber R$ 120 mil cada um. Portando, esse montante (da FPF) não é para ser dividido com os demais. Se for para dividir com algumas coisas da Federação, a gente entende. Agora, esses clubes não deveriam participar porque já conseguiram um montante com a CBF. Por outro lado, a gente acha que a CBF abraçou alguns e abandonou o resto — explicou.

O Tigre segue com todas as suas atividades paradas, esperando uma decisão da FPF em relação ao futuro do Campeonato Paraibano. No momento da pausa, o CSP estava na quarta colocação do Grupo B, com sete pontos ganhos, fora da zona de rebaixamento.

Equipe @Vozdatorcida