Volante vai a Justiça e pede indenização ao Campinense

Foto: Samy Oliveira/ Campinense Clube

Em um ano que busca reformular a administração gastando menos no futebol para começar a pagar dívidas que inviabilizam qualquer tipo de investimento por girar na casa dos R$ 20 milhões, o Campinense tem mais um obstáculo pela frente no âmbito da Justiça.

É que poucos dias antes da paralisação dos campeonatos devido a pandemia do novo Coronavírus em 2020, ainda em março, a pedido do então treinador Oliveira Canindé, a Raposa, administrada por Paulo Gervany, foi buscar no Cascavel-PR o volante Bruno Rodrigues, que gostou do que foi oferecido pelo time paraibano e pediu rescisão contratual para atuar no rubro-negro de Campina Grande.

O jogador, que atualmente está jogando no TRAU, da Índia, chegou a treinar com seus companheiros no Renatão, mas o Paraibano parou sem ele entrar em campo. Para o retorno do futebol, a administração do Campinense terceirizou o Departamento de Futebol para a empresa FDA Sports, que trouxe um caminhão de reforços, mas dispensou outros atletas, e Bruno Rodrigues foi um dos casos. Ao Voz da Torcida, ele falou sobre a situação e afirmou que iria entrar na Justiça contra o clube ainda em julho de 2020, o que agora acabou se confirmando.

Em contato com a reportagem, o advogado do atleta, Nicholas Zucchetti, explicou a situação. De acordo com o representante, o volante não chegou a receber salários durante o tempo que se apresentou até o momento em que foi dispensado por telefone pela FDA Sports. Utilizando a Lei Pelé como base, o processo impetrado em São Bernardo do Campo cobra o valor total do período contratual acertado no momento da negociação entre as duas partes.

– Estamos pedindo a comprovação do vínculo de emprego do Bruno com o clube e, com isso, todos os salários que ele teria direito até o final do contrato, ou seja, um ano de contrato. A Lei Pelé dispõe que em caso de dispensa do atleta antes do término do contrato, ele tem direito a receber todos os salários a que teria direito até o final do contrato. Portanto, o clube, apesar de ter anunciando o atleta em todas as mídias e ele ter treinado com o grupo, o clube dispensou ele sem pagar nenhum valor. Então ajuizamos essa ação buscando o vínculo, e como consequência, requeremos todos os salários que ele teria direito até o final do contrato, considerando a dispensa do clube. Além disso, o atleta se desvinculou do Cascavel-PR para ir para o Campinense, e o clube sequer formalizou a contratação dele assinando a carteira de trabalho ou fazendo o contrato CBF. Estamos requerendo também uma indenização por danos morais. Por fim, como o atleta assinou um pré-contrato em que o presidente Paulo Gervany assinou, estamos cobrando uma multa por não cumprimento do pré-contrato em que destacava todas as condições da contratação. O valor total da ação que está sendo cobrado é de R$ 58.000,00 – explicou.

Em meio a situações extra-campo, o rubro-negro busca reforços para o início do Campeonato Paraibano, marcado para 17 de março, contra o São Paulo Crystal, fora de casa. Depois da derrota severa por 7 a 1 para o Bahia pela Copa do Brasil, buscam-se novos nomes para compor o sistema defensivo que se mostrou bastante frágil. Para o ataque, já chegou Rodrigo Amorim, de 31 anos.

Equipe @Vozdatorcida