Piza não crê que saída de auxiliar afetou desempenho do Botafogo-PB na Série C

Foto: Divulgação/ Botafogo-PB

Na última segunda-feira de setembro, dia 30, o técnico do Botafogo-PB, Evaristo Piza, foi até o estúdio da Nova Correio AM 1340 participar do 157º Debate Voz da Torcida.

Em um dos assuntos do programa, o treinador comentou sobre a saída do ex-auxiliar Thiago Carpini (a direita na foto), que atualmente é o treinador do Guarani, equipe da Série B do Campeonato Brasileiro. Piza revelou que Carpini saiu por motivos pessoais, e que iria deixar o Belo mesmo sem uma proposta do Bugre.

– Thiago era meu irmão. Foi meu atleta, meu amigo. A gente tinha um lado muito ligado. Daí, de repente, ele me chama e pede para eu entender o lado dele, que, independente da proposta do Guarani ou não, que foi até de um amigo nosso, jogou comigo, foi meu capitão e jogaram juntos, que foi o Fumagalli. Fez o convite para ele (Carpini). Ele já estava pensando em ir pela família. Praticamente ficou um ano aqui, longe dos filhos, Caio e Hugo. E o Caio estava precisando muito dele lá, questão até de saúde. E coincidiu com a proposta do Guarani. Ele conseguiu agregar as duas situações: voltar pra casa e podendo trabalhar no Guarani. Em uma conversa ele me falou que “se não tivesse o Guarani eu iria da mesma forma”. Eu entendi. Falei, “vamos tocar” – contou o comandante botafoguense ao Voz na Torcida.

Piza ainda afirmou que indicou o nome de Warley para suprir a lacuna deixada por Carpini. Apesar disso, o técnico do Botafogo-PB entende que o ex-atacante precisará de um tempo para se adaptar à função.

– Falei que o cara mais apropriado no momento, invés de trazer uma pessoa de fora, era o Warley. Ele estava no dia dia com a gente. O Warley é um cara que às vezes eu vejo de jeans, de sapato, parece que ele não está confortável. Vamos trazer o Warley para o campo, vamos trazer na grama, onde ele conhece. Mas não é simples também. Você tem que ter uma adaptação. Ele parou de jogar, já foi para a gerência (de futebol) e depois ele vem para cá. Não é simplesmente você ir para o campo, pôr o apito na boca. Você tem que ter comando, tem que ter condução. Tanto é que ele está fazendo curso na CBF, de tanto eu insistir. Ele é referência, ele jogou na Seleção. Ele está lá, têm alguns profissionais que estão fazendo o curso que não viveram o que o Warley viveu. Só que ele tem que pôr para fora tudo que ele tem de melhor da experiência – explicou.

Perguntado se a troca de auxiliar-técnico teria sido responsável pela queda de rendimento da equipe, o treinador respondeu que não acredita nisso como causa, mas que sentiu bastante falta do amigo em seu dia dia.

– Foi um momento dificuldades, mas não foi o que ocasionou a sequência de insucesso naquele período. Mas eu senti falta do amigo, da pessoa que eu confiava bastante – concluiu.

Thiago Carpini é um ex-zagueiro que encerrou a sua carreira há pouco tempo, em 2017. O ex-atleta era o auxiliar-técnico de Evaristo Piza no Belo e deixou o clube em junho deste ano, rumo ao Guarani, também com a função de auxiliar. A principio, ele chegou ao clube paulista por causa da reformulação no departamento de futebol da equipe. Ele chegou para substituir Marco Antônio, que foi dispensado na época e depois chegou ao Botafogo-PB, onde está hoje.

Com a demissão de Roberto Fonseca no fim de agosto, Capirini assumiu o time e vem tendo um bom retrospecto até aqui, com seis vitórias, um empate e três derrotas, totalizando um aproveitamento de 63,33%.

O treinador de apenas 35 anos assumiu o clube quando ele estava na lanterna da Série B, e agora colocou o time na 14ª colocação.

Equipe @Vozdatorcida por Iaco Lopes/ Estudante de Jornalismo na UFPB

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