Moacir Júnior espera primeira vitória do Treze na Série C

Foto: Ester Vasconcelos/ Treze FC

O primeiro terço de disputa do Campeonato Brasileiro da Série C tem castigado o Treze em duas questões. Além do fato de ainda não ter conquistado uma vitória, as expulsões e os gols sofridos nos momentos finais dos jogos são recorrentes nas pelejas do alvinegro de Campina Grande.

Em quatro das cinco partidas disputadas até aqui o Galo teve um jogador expulso, sendo em 3 oportunidades quando ou empatava ou vencia os jogos. Contra o Paysandu, em Belém, empatava em 0 a 0 quando Alexandre Santana tomou o cartão vermelho direto, em entrada completamente descabida, e acabou sendo derrotado por 1 a 0. Já diante do Remo, no Amigão, o resultado estava em 2 a 1 no momento em que Robson recebeu seu segundo amarelo. Com um a menos, a equipe não resistiu a pressão e cedeu o empate.

Na segunda-feira (14), mais uma vez a desvantagem numérica em campo custou os três pontos. O Treze vencia o Manaus até que aos 47 minutos Marcos Vinicius, que havia entrado no segundo tempo, recebeu mais um amarelo ao parar o contra-ataque da equipe manauara. Novamente o castigo veio e o alvinegro segue sem triunfar no torneio nacional.

Para o técnico Moacir Júnior, essa repetição de cartões vermelhos é um problema ligado ao equilíbrio dos jogadores. Por estarem em uma sequência de maus resultados, acabam entrando nervosos nos jogos e, na ânsia de conquistar a vitória, acabam exagerando.

– A equipe tem feito bons jogos até o momento das expulsões, e em muitos jogos feito jogos melhores que o adversário e não conseguido o resultado. Isso acaba gerando essa ansiedade e esse nervosismo que fazemos de tudo para controlar, mas na hora do jogo são os atletas que precisam se conter, para que não façam mais isso e não nos prejudique na busca de melhores resultados, que é o que estamos fazendo aqui em todo jogo, toda semana – disse.

Se as expulsões têm sido um problema para a equipe do São José, outro fator que também tem tirado o sono do comandante são os gols tomados nos momentos finais dos jogos. Dos dez gols sofridos no torneio, oito aconteceram após os 30 minutos do segundo tempo. Destes, três foram entre os minutos 40 e 45 e outros três nos acréscimos das partidas. Contra o Santa Cruz, na estreia, o Galo vencia no Arruda até o final do tempo regulamentar, mas em 5 minutos tomou a virada.

Este é um problema que Moacir Júnior não quer apontar culpados pelas falhas. Ele prefere atribuir a si toda responsabilidade pelos reveses nos minutos derradeiros desta Série C.

– Se os gols estão acontecendo nos instantes finais das partidas, quer dizer que a equipe, defensivamente, está organizada. Quando ocorre algum tipo de falha individual, isso a gente sempre comenta internamente, não cabe a ninguém, nem a mim, ficar externando ou crucificando alguém. Eu assumo as responsabilidades de tudo que acontece, tanto do título estadual, quanto do mau momento, eu assumo essa responsabilidade – avocou.

O comandante espera resolver esse problema em conjunto com os jogadores e dar a resposta de maneira imediata no próximo confronto da equipe, contra a Jacuípense-BA. Um jogo que, na sua avaliação, será complicado por se tratar de uma equipe organizada e que ocupa a parte de cima da tabela.

– Nós sabemos o que estamos jogando e o que está acontecendo à nível de resultado. Sempre que você joga bem está mais perto da vitória, mas agora não dá para protelar mais. Tivemos dois jogos, empatamos esses dois jogos, que eram duas vitórias que computávamos como certas na tabela, e precisamos reagir o mais rápido possível, dar essa resposta o mais rápido possível. Vamos lutar muito no sábado para que isso aconteça imediatamente – concluiu.

O Treze entrará em campo pela sétima rodada amanhã (19), às 17h, no estádio Amigão, contra a equipe baiana. Ocupa a vice-lanterna do Grupo A com apenas dois pontos conquistados, mas com cinco jogos disputados até o momento.

Equipe @Vozdatorcida