Técnico do Campinense reclama de pênalti mal marcado para o Sergipe

Foto: Samy Oliveira

Com o 2 a 0 construído nos acréscimos do primeiro tempo, o torcedor do Campinense imaginou que a classificação viria sem muito susto, que seria encaminhada já na primeira partida, fora de casa. Entretanto, na segunda etapa, o Sergipe diminuiu aos 30 e empatou aos 35 minutos. E o lance do segundo gol gerou bastante polêmica, com direito a reclamação da diretoria rubro-negra.

Em um lance na entrada da área, o ataque sergipano tentou tocar a bola para dentro da área, e ela acabou batendo no braço de Ítallo. Entretanto, pelas imagens da transmissão da Eleven Sports, o defensor claramente está na meia-lua, ou seja, fora de onde poderia ser considerado pênalti.

Mesmo sem fazer grande jogo, o Campinense viu sua vitória ser comprometida em uma decisão da arbitragem duplamente errada, segundo o técnico Ranielle Ribeiro.

– Confesso que a primeira situação que me levou a ser contra a decisão do árbitro foi a própria mão, que o braço do Ítallo estava colado ao corpo, ele não teve a atitude de abrir o braço, de fazer a interceptação da bola através do braço, não vi isso. E a outra dúvida era se a bola tinha sido dentro ou fora da área. O bandeira estava do meu lado, ele falou que tinha sido dentro, até então eu acreditei no profissional, mas, infelizmente, acho que foram dois erros em um só, e dois erros que determinaram o resultado da partida – disse.

Sobre o jogo em si, Ranielle Ribeiro lamentou ter deixado escapar o resultado, mas negou que o recuo da equipe na segunda etapa tenha sido sugerido por ele ou pelos atletas. De acordo com o profissional, a grande desvantagem fez o Gipão se lançar ao ataque, e a imposição do adversário fez com que o rubro-negro tivesse naturalmente tendo que recuar para seu campo de defesa.

– Fizemos um primeiro tempo muito bom, tanto que nós conseguimos fazer dois gols, voltamos para o segundo tempo comer com o objetivo de manter o mesmo desempenho, mas o Sergipe, perdendo por 2 a 0, a forma como eles se largaram próximos da gente, eu não pedi para recuar, os jogadores não queriam recuar, foi uma imposição do Sergipe, que até então essa imposição não tenha conseguido penetrar na nossa área. Antes do gol de falta, uma bola parada, (tiveram) uma finalização, uma cobrança de falta que bateu no travessão e só. Cabia a nós ficarmos um pouco mais com a bola, e uma hora ou outra conseguimos fazer isso. Criamos uma situação muito real de gol, foi até no último lance do Marcelinho, que ele deu deu voltando, Anselmo quase entra com bola e tudo, teria sido o 3 a 0, teria sacramentado praticamente a classificação. Se alguém tivesse definido a classificação, esse alguém teria teria que ter sido nós – lamentou.

Passado o vacilo, é hora de virar a chave para que ele não aconteça novamente na segunda partida, marcada para 15h do próximo sábado (18), no estádio Amigão, em Campina Grande. A vantagem da Raposa é fazer esse jogo em sua casa. Quem vencer fica com a vaga, e, em caso de novo empate, o classificado será definido nas cobranças de pênalti.

– Ainda vamos para dentro dos nossos domínios, vamos fazer um jogo sólido, um jogo que faça com que a gente se classifique para a próxima fase – concluiu o treinador.

Na manhã desta segunda-feira (13), o Campinense Clube soltou uma nota reclamando da arbitragem do trio paraense formado por Joelson Nazareno Ferreira Cardoso, Hélcio Araújo Neves e Luís Diego Nascimento Lopes no estádio Lourival Baptista. Confira:

“O Campinense Clube, por meio da sua diretoria executiva, irá protocolar junto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), representação denunciando sobre o erro de arbitragem que interferiu diretamente no resultado da partida entre Campinense Clube e Club Sportivo Sergipe, pelo duelo de ida da segunda fase do Campeonato Brasileiro Série D.

No jogo deste domingo (12), a nossa indignação repousa sobre um lance capital, aos 35 minutos do segundo tempo, quando um pênalti inexistente foi marcado em desfavor do Campinense, onde o árbitro da partida, Joelson Nazareno Ferreira Cardoso (PA), interpretou que o zagueiro Ítalo teria atingido a bola dentro da área com a mão.

Em primeiro lugar, é importante registrar que o braço do defensor estava colado ao corpo, e o mais grave, Itallo estava na meia lua da grande área, portanto se tivesse que ser marcada infração, a falta deveria ser assinalada fora da área.

O Campinense esclarece que a sua manifestação tem como propósito maior o de alertar tais erros graves que ocasionam sérios prejuízos ao clube, à competição e ao futebol brasileiro de maneira geral.

Por fim, o Campinense Clube espera que a Confederação Brasileira de Futebol tome as medidas necessárias junto à sua Comissão de Arbitragem para que outros erros como esse não voltem a se repetir.”

Equipe @Vozdatorcida