Torcedor do Botafogo-PB encontra solução para assistir Clássico

Foto: Voz da Torcida

A apressada volta do futebol paraibano em meio a pandemia do novo coronavírus, além dos evidentes riscos à saúde e o atropelo do calendário com relação a outros campeonatos, deixa outra questão primordial de lado para o espetáculo da bola: o torcedor. Com as partidas tendo que ser disputados com portões fechados, o jogo fica apenas para jogadores e dirigentes.

Há quase quatro meses sem poder ver seu time do coração, o botafoguense Alisson, mais conhecido como Ceva, que trabalha com segurança eletrônica, não quis pagar os R$ 19,90 cobrados pela diretoria para assistir ao clássico contra o Campinense pela internet – em um serviço que só funcionou por volta da metade do segundo tempo e gerou muitas críticas nas redes sociais -. O sentimento de pertencimento do apaixonado pelo seu time, como é o caso, se configura em estar junto, na beira do gramado.

Por isso, ele buscou uma solução criativa para tentar ver ao menos uma parte do duelo, e menos arriscada neste momento do que aglomerar para ver a partida com outras pessoas, como sugeriu o presidente do Botafogo-PB, Sérgio Meira. Alisson foi até o Viaduto Eduardo Campos, na entrada do bairro Ernesto Geisel, ao lado do estádio Almeidão e, com visão de apenas metade do campo de jogo, acompanhou a partida por ali mesmo, onde, mesmo sozinho, cantava gritos de incentivo aos jogadores.

– Aqui dá para ver metade do campo para frente, ali que vai marcar o gol e a gente vai chegar ao tetracampeonato Paraibano. Não podemos estar no estádio por conta da pandemia, do isolamento, da quarentena, mas vim para cima do viaduto ver o Belo brilhar. Não estamos lá dentro, mas o objetivo é o mesmo. Pelo Belo a gente vai até o além – afirmou, ainda no início do segundo tempo do jogo que acabou empatado por 0 a 0.

De máscara, Alisson ficou o mais perto possível do seu time de coração. Foto: Voz da Torcida

Mesmo em condições bastante desfavoráveis, Alisson estava feliz por, de certa forma, estar próximo. Ele espera que a pandemia do Covid-19, que contaminou 65.423 pessoas e levou a óbito 1.418 até o dia em que o Campeonato Paraibano foi retomado, seja logo controlada para poder estar novamente junto, agora mais perto, de sua paixão.

– Que saudade! Não tem nem como explicar. Bom mesmo era estar lá dentro, no caldeirão, incentivando, fazendo aquela festa, como a gente sempre fez. Mas, infelizmente, estamos passando por uma pandemia, seguindo o isolamento social. Mas vamos em busca do tetracampeonato paraibano e da classificação no Nordestão – disse.

Equipe @Vozdatorcida