Treinador do Campinense se diz satisfeito após empate no Marizão

Foto: Samy Oliveira/ Campinense Clube

Na noite de ontem (31), o Campinense saiu do Marizão com um bom empate, por 2 a 2, contra o Sousa. Com o resultado, irá jogar pela vitória no Amigão, terça-feira (4), às 20h15, para avançar à sua terceira final consecutiva do Campeonato Paraibano. Em caso de empate por qualquer placar, a semifinal será decidida nos pênaltis.

Após ir para o intervalo com a derrota por 1 a 0, o rubro-negro voltou melhor e nos 20 primeiros minutos da segunda etapa alcançou a virada com Rafael Ibiapino, artilheiro da competição, com 9 gols, e do jovem Vinícius Araújo. Porém, a vitória escapou, deixando uma gosto amargo, mesmo com o bom resultado fora de casa.

É apenas a segunda partida do técnico Nei Júnior a frente da equipe. Com cerca de uma semana de trabalho, Júnior chegou a trabalhar com o elenco em quanto ainda era aguardada a chegada de Ruy Scarpino ao clube, de quem era auxiliar. O comandante valorizou o resultado no Marizão.

– Pela dificuldade que é jogar aqui em Sousa, o resultado não é tão mal. Mas, talvez pela circunstância da partida, nós poderíamos sair daqui com o resultado positivo, principalmente pelo segundo tempo que fizemos. A equipe entrou com mais agressividade, se impondo um pouco mais, usando a velocidade que tínhamos pedido para que fosse usada aqui. O resultado até foi bom em cima daquilo que planejamos, mas poderíamos, talvez, com um pouquinho mais de atenção, ter saído daqui com o resultado positivo – lamentou.

Essa melhora no segundo tempo passou, sobretudo, pela entrada do meia Juliano no lugar de Bismarck. Um pouco lento e sem participar muito do jogo no primeiro tempo, o camisa 10 deu lugar ao rápido meia.

A alteração mudou os rumos do jogo. Com uma equipe mais rápida, a Raposa se impôs em campo e em 20 minutos virou o placar do jogo. O segundo gol teve participação decisiva de Juliano, que escapou pela direita em velocidade, foi até a linha de fundo dentro da área e encontrou Vinícius Araújo se projetando no meio da zaga sertaneja.

– Nós estávamos ali com um pouco de posse de bola, mas sem velocidade, sem objetividade, sem trabalhar a profundidade. A saída do Bismarck e a entrada do Juliano foi justamente para isso, para que pudéssemos ter tanto o Juliano, quanto o Ibiapino, que são jogadores de profundidade, assim como o Vinícius que adiantamos um pouco mais para que ele pudesse ter uma chegada um pouco maior – explicou.

O jogo da volta será realizado no estádio Amigão, com um gramado elogiado pelas equipes que ali jogaram. A tendência é de que se apresente um melhor nível técnico, com mais trocas de passes e movimentação.

– Nós temos um equipe boa tecnicamente. Demos prova disso, principalmente, nos vinte minutos iniciais da partida que fizemos em Campina Grande (Clássico dos Maiorais). Talvez, se entrarmos com atenção, focados naquilo que precisamos fazer, eu acho que tem tudo para, de repente, no jogo em casa, fazermos uma boa partida e sacramentar a passagem para a decisão – concluiu.

Equipe @Vozdatorcida