Treze rejeita “parcerias” no futebol por enxergar risco administrativo

Em reunião do Conselho Deliberativo com a executiva e os conselheiros do Treze, realizada na noite de segunda-feira (22), foram formalizadas as participações de alguns nomes na gestão do novo presidente Olavo Rodrigues e também tomadas algumas decisões sobre o Departamento de Futebol do clube.

Lúcio Almeida Prazeres vai tomar conta do futebol alvinegro, e vai ter como adjunto Anatólio Chaves. Na diretoria de patrimônio, Antônio Rodenbusch Neto será o chefe do Departamento, e por meio de seu Twitter, ele criticou o estado em que se encontra a estrutura da agremiação depois da gestão de Walter Júnior, mas assegurou que não quer olhar para o passado, e sim trabalhar para que o futuro seja melhor.

– Estivemos no PV semana passada e a situação é lamentavel, um descaso completo e desrespeito com nossa instituição, tanto física quanto administrativamente. A prioridade absoluta da diretoria é a recuperação do gramado e demais ajustes para mandarmos os jogos do Paraibano de 2022 lá – disse.

Ressaltando as dificuldades que serão encontradas devido ao calendário curto, que contará apenas com o Campeonato Paraibano em 2022, além de ser uma gestão de um mandato tampão, com um ano de duração, Rodenbusch afirmou que o principal objetivo é resgatar o apoio da torcida alvinegra.

– Tenho plena ciência que não agradaremos a todos, mas fiquem certos: tudo aquilo que fizermos será visando o melhor para o Treze, no sentido de resgatar o maior patrimônio que qualquer clube pode ter: o torcedor! Buscando recuperar sua confiança e paixão – afirmou.

Nos últimos dias, em meio ao adiamento do anúncio do treinador para a temporada que vem, especulou-se que algumas empresas teriam interesse em assumir o futebol do Galo da Borborema. Entretanto, o Conselho Deliberativo entendeu que havia “alto risco administrativo” pois os interessados exigiam cláusulas que comprometeriam a autonomia da instituição nas decisões.

Em 2020 e 2021, no futebol da Paraíba, Campinense e Nacional de Patos, respectivamente, fizeram “parceria” com a FDA Sports, que não classificou a Raposa na primeira fase da Série D no ano passado e ainda saiu cobrando valores do clube, e quase rebaixou o Canário do Sertão no último estadual. Depois disso, a empresa se aventurou no Paraná Clube, que foi rebaixado na Série C do Brasileiro.

Equipe @Vozdatorcida