Vilar ignora transtornos e apenas lamenta gramado ruim do estádio

Foto: Divulgação/ Botafogo-PB

O Clássico Tradição válido pela sexta rodada da Copa do Nordeste de 2021 será realizado em contexto inédito e cercado por complicações. Para o confronto em Taguatinga-DF, Marcelo Vilar se preocupa apenas com o estado do campo. Em entrevista coletiva, ele também falou que não considera seu rival, Marcelinho Paraíba, inexperiente na função de treinador.

Pela primeira vez em sua história, o clássico entre Treze e Botafogo-PB será realizado fora do estado. Em função do decreto do Governo da Paraíba, que determinou o fechamento das praças esportivas, a partida teve que ser deslocada para o Distrito Federal, uma das poucas unidades federativas com permissão para partidas de futebol e disponibilidade de estádios.

Inicialmente, o duelo seria realizado no estádio Bezerrão, na região administrativa do Gama, no Distrito Federal. Devido a necessidade de construção de um hospital de campanha, o jogo teve que ser novamente deslocado, agora para Taguatinga, no estádio Boca do Jacaré. Chamou a atenção que antes de ser anunciada a nova mudança, as instalações que estavam sendo construídas no gramado chegaram a ter o trabalho interrompido para serem transferidas e montadas no estacionamento do local.

Todavia, esse imbróglio que resultou no atraso para a montagem do hospital de campanha em um momento crítico da pandemia não sensibilizou o treinador. Preocupado apenas com a situação do campo de jogo, para ele, essa urgência, passando por cima de situações mais importantes, não importam tanto.

– A minha única queixa é em relação ao campo que vamos jogar. Nos tiraram da Paraíba e levaram para Brasília. Estava marcado para jogarmos no Bezerrão, que é um bom campo, e as informações que tenho são de que o estádio onde vamos jogar o gramado não é tão bom assim. Espero que essas informações estejam erradas e que o campo possa estar em condições para que possa se desenvolver um bom futebol, que saia de campo vencedor aquele time que mereceu, que aproveitou melhor as oportunidades – disse.

Vilar também não acredita em prejuízos ao jogo com a partida ocorrendo fora de solo paraibano. Segundo o treinador, diante da nova realidade enfrentada a um ano, o fato de ser sem torcida, sendo dentro ou fora da Paraíba, já não faz tanta diferença. Por ser um clássico, por si só, já é carregado de importância.

Muito mais experiente que o técnico rival, o comandante botafoguense está bem mais acostumado a disputar o Clássico Tradição, no qual defendeu ambos os lados entre 2009 e 2015. No entanto, ele não acredita que Marcelinho seja inexperiente, apesar de estar começando agora sua carreira como técnico, mas não quis comentar o seu início de trabalho.

– O Marcelinho tem muito tempo de futebol. Ele passou por excelentes treinadores e com certeza tudo isso fez com que ele tenha acumulado experiências mesmo como jogador. Eu não tenho o que falar em relação ao adversário. Só sei que é um clássico, e como tal, será um jogo difícil – afirmou.

Para o confronto, que será decisivo para as pretensões na competição regional, Marcelo Vilar não irá contar com o experiente meia Juninho, que tem uma lesão facial na região do nariz. Sua ausência é bastante lamentada, mas o técnico adiantou que ele deverá ser substituído por alguém com as mesmas características, para manter o estilo de jogo.

– Na teoria será um grande prejuízo. O Juninho é um jogador que taticamente é o que mais consegue entender o jogo no nosso elenco. Ele está fora, uma pena, somando-se a outros jogadores que não estão em totais condições neste momento. Mas pretendemos ter a mesma disposição. Vou tentar colocar um jogador que, ao meu entender, tenha a semelhança, em termos de entendimento tático, para que possamos dar continuidade – contou.

Ocupando a sétima colocação do Grupo B, a mesma do seu rival no Grupo A, e a quatro pontos da zona de classificação, o Belo entrará em campo diante do Galo na quinta-feira (01), às 15h30, no estádio Elmo Serejo Farias, a Boca do Jacaré, no Distrito Federal.

Equipe @Vozdatorcida